“preconceito de ter preconceito”: depoimentos
maio 24, 2011 às 23:17 | Publicado em Uncategorized | 1 ComentárioTags: escravidão, racismo, vídeo
Preto no Branco – NEM TUDO É O QUE PARECE (Racismo no Brasil) from Universidade Livre Feminista on Vimeo.
O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (Brasil) em parceria com o CANAL FUTURA apresenta um vídeo com falas de brasileiros e brasileiras sobre a condição do(a) negro(a) no Brasil. É um vídeo que trata das consequências de séculos de escravidão no Brasil. Um país que aboliu formalmente a escravidão em 1888, mas esta continua sendo marca real no país. Quer porque ressurge em vários locais e situações, especialmente motivada pelo agronegócio da lavoura de cana, de soja e pecuária de corte.
co-memorando & debatendo o 13 de maio: interfaces históricas e literárias
maio 11, 2010 às 13:26 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentárioTags: cultura afrobrasileira, escravidão, evento
a criativa subjetividade do escravo
novembro 6, 2009 às 7:54 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentárioTags: cinema, escravidão, herança colonial, literatura angolana, mini-curso, racismo, subjetividade
Iniciaremos hoje, na sala 106 do Bloco Didática 1, a partir das 13h, o mini-curso “Como funciona a cabeça de um escravo? Leituras de A gloriosa família”. Segue abaixo uma súmula das questões a serem levantadas ao longo dessa atividade.
Publicada em 1999, dois anos depois do laureamento do escritor angolano Pepetela com o Prêmio Camões, A gloriosa família é um nítido exemplar da vitalidade da produção literária oriunda dos países africanos lusófonos, uma produção cujo bem-sucedido arrojo experimental mobiliza recursos de ficcionalização histórica que são emblemáticos dos modos de intervenção escrita pós-coloniais. Ambientado em Luanda durante os sete anos da ocupação holandesa, entre 1641 e 1648, o romance é narrado por um escravo situado numa difusa posição “não visível e não oculta”, a partir da qual se inscreve uma mirada e um testemunho estratégicos sobre o principal entreposto da máquina escravista gerenciada pelo Império Português.
Obrigado a seguir a reboque de seu dono, o traficante flamengo Baltazar Van Dum, cumprindo uma sina de adereço semi-esquecido, este escravo pessoal representa um grau de objetificação do qual derivam imprevistos efeitos de visibilidade. Tido por mudo e retardado mental, esse indivíduo colocado na condição de bijuteria ambulante abre um estranho lugar de transparência para a discussão dos mecanismos de rasura simbólica e de reversão de valores que dinamizavam as relações de poder no mundo colonial, e que presentemente se atualizam nas diversas formas de expressão e de superação do preconceito racial.
No encontro de hoje nos concentraremos em revisitar os profundos, ainda que institucionalmente esmaecidos, laços geo-histórico-culturais entre o Brasil e Angola. Será também apresentado um breve panorama das teorias contemporâneas sobre o racismo e seus efeitos reificadores sobre a subjetividade negra. No final do encontro, serão apresentados trechos do filme Quanto Vale ou É Por Quilo?, de Sérgio Bianchi. Para saber mais sobre esse filme, clique na imagem abaixo.
mini-curso de literatura angolana
novembro 1, 2009 às 22:05 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentárioTags: colonialismo, escravidão, literatura angolana, mini-curso, racismo
Dando suporte ao mini-curso que ministrarei durante a VI SEMEX, seguem-se uma série de links que remetem a alguns dos textos a serem discutidos em nossos encontros. Esta atividade tem como principal objetivo veicular conteúdos e referências bibliográficas úteis para as aplicações da Lei 11645 baseadas no trabalho com a criativa e questionadora literatura angolana contemporânea. No âmbito dos objetivos da Lei, esses textos se mostram especialmente interessantes para a releitura dos processos formadores da sociedade brasileira, possibilitando o estudo contrastivo de dinâmicas estratégicas como as relações de poder escravagistas e a mestiçagem.
A partir do dia 5/11 estará disponível na xerox do campus de Itabaiana uma pasta contendo diversos textos que abordam a temática do curso sobre os pontos de vista histórico, literário e culturalista. O programa completo pode ser acessado AQUI.
Apesar da carga horária sintética, o curso se empenhará em ampliar nossos conhecimentos acerca da realidade angolana, também reconstituindo e explicitando os profundos laços geo-histórico-culturais que irmanam esta nação africana ao Brasil. Uma pioneira visão sistêmica acerca dessas relações pode ser lida na introdução de Luanda, “ilha” crioula, livro assinado pelo literato angolano Mário António Fernandes de Oliveira. Para acessar este texto, clique AQUI.
No romance que discutiremos, A gloriosa família, publicado em 1998, ressaltam-se formas inventivas de representação literária dos efeitos do racismo sobre a subjetividade do negro e do valor cultural da oralidade. No intuito de embasar a exploração desses temas, recomenda-se a leitura dos textos listados abaixo:
Muita informação sobre Angola e a literatura do país pode ser obtida navegando-se pelo MUJIMBO, o blogue-irmão do LUSOLEITURAS. Para visitá-lo, clique AQUI e pesquise pela palavra-chave “Angola”.
BOAS LEITURAS & até sexta-feira.
extensão & cultura
outubro 29, 2009 às 11:30 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentárioTags: colonialismo, escravidão, evento, literatura angolana, pesquisa & extensão, racismo, subjetividade
Mais um evento na nossa universidade que põe em primeiro plano as pesquisas voltadas para as questões identitárias. Clicando na imagem acima, ou logo ao lado, visite o sítio da VI Semana de Extensão, nesta edição desenvolvendo o tema Extensão e Cultura, e confira a diversificada programação que se estende por todos os campi da UFS. Em Itabaiana, terão lugar apresentações artísticas, oficinas, mini-cursos, palestras & exposições que abordam as expressões da cultura em suas múltiplas dimensões: como performance, como ritual, como produção de artefatos e de saberes, como técnicas, memórias e vida cotidiana. A organização da VI Semana convida os estudantes interessados a trabalhar como monitores do evento, quem quiser se inscrever procure a pedagoga Luciane na Secretaria dos Núcleos. Também ainda existe espaço para a inclusão na programação de entidades e atividades artísticas representativas da cultura sergipana, se você conhece algum grupo, contate a Luciane.
No mini-curso que estarei oferecendo entre os dias 6 e 7 de novembro, focalizaremos uma obra literária – o romance A gloriosa família, do escritor angolano Pepetela — na qual ficção e história se entrelaçam para a construção de um olhar inovador sobre o passado colonial partilhado por Brasil e Angola, colocando em destaque o ponto de vista de um africano escravizado sobre o sistema cultural e político a partir do qual foram geradas essas nações. Em paralelo a esse trabalho de releitura crítica da história, o romance de Pepetela proporciona um eloquente testemunho sobre a luta do oprimido contra as forças que pretendem desumanizá-lo, sobretudo as ideologias racistas, mostrando como a aparente passividade pode converter-se numa poderosa arma de resistência e de resgate da dignidade. Laureado com o Prêmio Camões em 1997, largamente reconhecido como um dos mais importantes autores da Literatura Angolana, contando com várias edições de suas obras no Brasil, Pepetela também está entre os escritores africanos mais estudados nas universidades brasileiras. O romance que discutiremos já integrou a lista de textos literários recomendados para o vestibular da Universidade Federal da Bahia, existindo uma ampla bibliografia analítica, inclusive disponível na web, acerca dele. Novas postagens serão feitas em breve no LUSOLEITURAS e no MUJIMBO (clique aqui e saiba muito mais sobre Angola), tendo em vista oferecer suporte ao mini-curso.
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