inovação pedagógica em Itabaiana

março 20, 2010 às 18:04 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Entenda melhor o Ensino Médio Inovador que será aplicado no Murilo Braga. (clique na imagem para ler no ItNet)

 

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recomeçando a batalha: notícias do front (nada boas…)

março 18, 2010 às 1:46 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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enem

Olá para tod@s, o LUSOLEITURAS reinicia as atividades neste novo semestre letivo de 2010.I sob o fogo da escandalosa crise dos valores pedagógicos no Ensino brasileiro atestada pelos resultados do Enem 2009. Na matéria abaixo, um breve mas contundente panorama da situação.

Metade dos alunos não atingiu média no Enem

Lisandra Paraguassú, O Estado de SP, 29/1/2010

Excluindo redação, candidatos fizeram menos de 500 pontos em cada área avaliada

Quase metade dos 2,6 milhões de alunos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 teve notas inferiores aos 500 pontos estabelecidos como média pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, em todas as quatro áreas avaliadas.

Em matemática, a prova considerada mais difícil, 57,7% dos candidatos ficaram abaixo da média. A escala apresentada nesta quinta-feira (28/1) pelo Inep atribuiu ao resultado obtido pelos estudantes que ficaram no meio, nem tão ruins nem tão bons, a nota 500 – no caso, foram usados apenas daqueles que concluíram o ensino médio em 2009.

Quanto mais além de 500 melhor a situação do aluno. Acima de 800 pontos, informou o presidente do Inep, José Soares Neto, apenas uma minoria. Da mesma forma, quanto mais baixo pior.

A análise de quantos alunos ficaram em cada uma das faixas de pontos mostra que boa parte não conseguiu nem mesmo alcançar essa média. Na prova de linguagens, que inclui português, 47% dos estudantes ficaram com menos de 500 pontos e 1,3% ficou abaixo de 300, o que significa que praticamente zeraram o exame, cuja nota mais baixa foi 224,3 pontos, a menor entre as quatro avaliadas. Em ciências humanas, nenhum aluno teve resultados inferiores a 300 pontos, mas apenas 0,1% conseguiu passar dos 700.

A metade ficou abaixo dos 500 pontos. Em ciências da natureza, 48,7% não alcançaram a média e apenas 0,2% passou dos 700 pontos. Nessa área, no entanto, 0,8% dos candidatos não alcançaram os 300 pontos. A nota mais baixa foi 263,3.

Matemática teve a nota mais alta entre as áreas, 985,1 pontos. No entanto, esse resultado foi obtido por apenas um estudante. Só 0,3 % passou dos 800 pontos. No ano passado, 2,6 milhões de jovens fizeram a prova.

Pela primeira vez, o Enem não tem uma nota geral do aluno, mas cinco conceitos diferentes, um para cada prova, o que causou confusão entre os estudantes. O Inep optou por não fazer uma média geral de desempenho porque, no Sistema Unificado de Seleção (Sisu), pelo qual os estudantes poderão a partir de hoje se candidatar a 47,9 mil vagas, cada uma das 51 instituições participantes terá seu próprio cálculo.

"Se uma instituição dá peso igual para todas as áreas, é apenas somar e dividir por cinco. Mas, se há pesos diferentes, a conta varia", explicou Neto. O Sisu fará o cálculo para cada curso e instituição que o aluno se inscrever.

Outro ponto que dificultou a compreensão dos resultados este ano é o fato de que a escala não tem nota zero ou mil (a maior na escala). A mínima em cada área é a obtida pelo aluno que teve o pior resultado e a máxima, pelo melhor estudante. A mais baixa foi registrada em linguagens – 224,3 – e a mais alta em matemática.

A única das áreas que teve uma média simples, por ser subjetiva, foi a de redação. No caso, as notas atribuídas às redações foi somada e dividida pelo número de estudantes que fizeram a prova. A média foi 601,5 pontos. Para avaliar o conhecimento de forma mais precisa, o Inep usou a Teoria da Resposta ao Item.

FONTE: Jornal da Ciência

desafios para @s professor@s do ensino básico: qualificação, valorização & empenho

dezembro 5, 2009 às 11:42 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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educacao021

Ciclo básico sofre com desigualdades e pouco resultado

Ana C. Carvalhaes, VALOR ECONÔMICO, 04-DEZ-2009

Abaixo da média: Índice para avaliar a educação do país atinge apenas 4,2 em escala que vai de 0 a 10

Não está na Olimpíada, nem na Copa do Mundo. Nem nas metas de manter o PIB em alta e a inflação controlada. O verdadeiro desafio nacional é educar com qualidade os quase 54 milhões de pequenos candidatos a cidadãos hoje com 4 a 17 anos de idade. Eles são, junto com os educadores, os personagens principais do universo da educação básica brasileira, que inclui os segmentos infantil (creche e pré-escola), fundamental e ensino médio, além da educação de jovens e adultos e a especial.

Não bastasse a dimensão, é ainda um universo muito heterogêneo, com enormes desigualdades entre cidades grandes e pequenos povoados, entre Norte-Nordeste e Sul-Sudeste, entre ricos e pobres. O tamanho do desafio agora tem mensuração oficial. Criado em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que combina dados de repetência e evasão com os resultados da Prova Brasil (português e matemática para o ensino fundamental) e do Enem (para o ensino médio), revelou a distância do país em relação ao chamado mundo desenvolvido, em que índice similar estaria na casa dos 6 (numa escala de 0 a 10).

No Brasil, o Ideb do ensino fundamental foi de aproximadamente 4 (3,8 para o fundamental I e 4,2 para o fundamental II) e o do ensino médio, 3,5. A porcentagem de crianças de 10 a 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar ficou em 13,3%. É preciso mudar esse quadro, sob pena de a geração escolar de hoje repetir a situação dos brasileiros que tinham 25 anos ou mais em 2007 – a média nacional era de apenas 6,9 anos de escolaridade, enquanto a dos países desenvolvidos situava-se entre 12 e 13 anos. É uma condição de "lanterna" insustentável para um país que projeta crescer a 4 a 5% ao ano no próximo decênio.

As autoridades federais da área parecem conscientes da "pedreira" que têm pela frente. "Ainda temos 600 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola", constata a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Almeida e Silva. "Nunca tivemos uma escola verdadeiramente pública, igual para ricos e pobres, como nos Estados Unidos e na França, e precisamos construí-la num momento de mudança tecnológica, para fazê-la contemporânea, digital." Maria do Pilar acredita na possibilidade de mudança desse quadro com a recente aprovação pelo Congresso da Emenda Constitucional nº 59, que estabelece um calendário para pôr fim gradual à DRU (Desvinculação de Receitas da União) sobre as verbas federais destinadas à educação.

Desde 1994, a DRU retira da educação 20% do total de seus recursos. Com a emenda, de 11 de novembro passado, esse percentual cai para 12,5% em 2009, 5% em 2010 e deixa de existir em 2011. Serão de R$ 9 bilhões a R$ 11 bilhões a mais para escolas, professores, livros e merenda até 2011. De quebra, a mesma emenda torna obrigatório o ensino para todos os brasileiros de 4 a 17 anos (não mais de 7 a 14, conforme estabelecia o texto original da Constituição de 1988). "Teremos tempo de ensino obrigatório similar ao da Alemanha", afirma a secretária. Noves fora, aumentam os recursos e as responsabilidades.

O MEC abriu as portas de universidades públicas para que 300 mil professores do ensino básico voltassem às aulas (são 50 mil novas matrículas só neste semestre, na chamada Plataforma Freire, que oferece cursos presenciais ou a distância) e trabalhou para que o Congresso Nacional aprovasse o piso salarial nacional, hoje em torno de R$ 1.100 mensais por 40 horas/aula. Além de triplicar o valor das chamadas transferências obrigatórias do ministério para Estados e municípios (nas quais estão os recursos da merenda escolar e dos livros didáticos) e mudar os critérios para repasse das transferências voluntárias.

Com o Ideb, relata Maria do Pilar, foi possível identificar 1.242 municípios (80% deles no Norte e no Nordeste), dos mais de 5 mil do país, que nunca haviam sido agraciados com montantes "voluntários", porque não tinham capacidade sequer para elaborar o Plano de Trabalho. "São localidades em que o secretário de educação atende ao telefone na barbearia", comenta. O MEC levou pessoal de universidades federais a esses rincões e identificou duas demandas fundamentais – formação de alfabetizadores e bibliotecas.

Mesmo considerando que a política global do governo está no caminho certo, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, insiste na necessidade de conjugar a luta por mais verbas com a gestão democrática das escolas e a valorização dos profissionais. "Como vamos atrair e manter jovens na carreira de professor com uma remuneração inicial de 20h para docentes de nível médio de R$ 431,40, abaixo do salário mínimo, como é no Rio Grande do Sul, ou de R$ 1 mil em Roraima, para quem tem licenciatura plena?", pergunta o sindicalista.

Leão discorda da avaliação dos técnicos do MEC, para os quais a maior parte dos Estados já cumpre a lei 11.738, de 2008, que estabeleceu o piso nacional de cerca de R$ 1.000 para jornada de 40 horas (com um terço dessas horas dedicado a atividades extraclasse). De fato, dias depois da sanção presidencial à Lei do Piso, aprovada por unanimidade no Congresso, os governos de Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina arguiram, no STF, a inconstitucionalidade da norma, mas tiveram liminar negada. "Onde já se viu essa atitude?", indaga Leão. "A Constituição, que determina 25% do Orçamento para a educação, está acima da Lei de Responsabilidade Fiscal."

Em 2007, o Brasil investiu em educação 5,1% do PIB – contra 6% da Argentina, por exemplo. "Para avançar na educação básica, precisamos investir 7%", reconhece Maria do Pilar Almeida e Silva. "Eu acho justo que as verbas para a educação cresçam na proporção do crescimento do PIB também", afirma Leão. Talvez seja hora de, acima de debates ideológicos e partidários, repensar as leis. Para correr com alguma chance atrás do prejuízo.

(FONTE: O Educacionista)


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